História

Na Amazônia, a escravidão negra não foi tão expressiva em termos quantitativos quanto nas regiões açucareiras, mineradoras ou cafeicultoras. Todavia, mesmo dividindo o mundo do trabalho com o indígena, o negro constituiu parcela significativa da mão-de-obra, especialmente na agropecuária, nos serviços domésticos e nas atividades urbanas.

 

Os escravos africanos foram trazidos ao Baixo Amazonas para servir de mão-de-obra nas fazendas de gado e cacau de Óbidos e Santarém a partir da segunda metade do século 18.

 

Os historiadores acreditam que grande parte desses negros procedia do sudoeste/centro da África, predominando os da região Congo-Angolana, da etnia Bantu.

 

A formação dos quilombos deu-se nas primeiras décadas da expansão do cultivo do cacau. Assim, já em 1812 uma expedição punitiva destroçou quilombos na região.

 

Até a Abolição, em 1888, várias ações repressivas foram organizadas pelos senhores brancos, resultando por vezes em fuga e abandono das moradias, por vezes em captura.

 

A história da resistência dos escravos do Baixo Amazonas está descrita em inúmeros documentos históricos: relatos de viajantes, ofícios e relatórios de autoridades. Está presente também na memória de seus descendentes. As histórias dos antigos, contadas até hoje, falam da dura vida dos negros nas fazendas e relatam as fugas e estratégias adotadas pelos fugitivos para sobreviver nas matas.

Foto: Carlos Penteado

Foto: Carlos Penteado

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